Poucos personagens da literatura são tão emblemáticos quanto Ebenezer Scrooge, o velho avarento de Um Conto de Natal, de Charles Dickens. Sua figura rígida, fria e indiferente é tão marcada que virou sinônimo de mesquinharia e dureza emocional. Mas o que talvez passe despercebido é que Dickens criou, ali, um retrato psicológico preciso de alguém profundamente ferido — e mostrou como a mudança humana, mesmo quando difícil, é possível. Neste texto, vamos olhar para Scrooge pela lente da psicologia: o que o tornou quem ele era, o que abriu espaço para a mudança, e como essa transformação pode inspirar pessoas reais. Quem é Scrooge? Um homem endurecido por suas próprias defesas À primeira vista, Scrooge parece simplesmente mau: grosseiro, avarento, emocionalmente distante, incapaz de empatia. Mas, psicologicamente, ele é um exemplo claro de alguém que desenvolveu defesas rígidas para sobreviver a experiências dolorosas. Solidão na infância Dickens nos mostra um garoto deixado sozi...
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