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Psicologia combina com espiritualidade

Todos nós estamos em busca de nosso autoconhecimento, transformação, manejos de como lidar com os problemas da atualidade, como depressão, ansiedade, estresse, fobias, comparações, insegurança, desgaste emocional, entre outras situações que nos causam um abalo psíquico. Então, a busca por uma psicoterapia que nos ajude a compreender nossas falhas, medos e dúvidas é uma grande aliada para o entendimento de nossas questões mais íntimas.

Mas onde entra a espiritualidade nisto e por que ela seria importante? Primeiro, é importante explicar o conceito de espiritualidade. Aqui temos compreendemos como uma experiência de contato com algo que transcende as realidades normais da vida, ou seja, vivenciar uma força interior que supera as próprias capacidades. Não vamos confundir com a religiosidade, que é a expressão de um conjunto de crenças e dogmas relacionadas à uma instituição religiosa. Em todas as religiões se pratica a espiritualidade, mas a espiritualidade não é de uma religião específica.

Assim, como algo maior, a espiritualidade é considerada como fator de grande contribuição para a melhora da qualidade de vida das pessoas, visto que auxilia na construção de sentido ou propósito para as ações que realizam e para o futuro que buscam concretizar. O nosso mundo interior é onde está guardada a chave de nossa mudança e, principalmente, de como vamos aplicar o que aprendemos. Os princípios da espiritualidade estão conectados com valores acima daquilo que nos é palpável, como uma conexão que nos leva a conceitos de generosidade, respeito ao próximo, ética para com a vida e tudo o que ela nos proporciona, compreendendo que a integração com a natureza é estar abertos a algo mais elevado, que transcende as questões internas.

Fazer parte de algo grandioso, e por muitas vezes sem uma definição prática, algumas pessoas preferem dissociar estas duas vertentes. Por muito tempo, houve o temor da Psicologia não ser reconhecida como ciência, e a abordagem da espiritualidade passou a ser relegada dos ambientes terapêuticos ou, se comentada, encarada com cautela em aplicar esse conhecimento na atuação profissional. No entanto, nas últimas décadas, o crescente número de pesquisas e artigos científico sobre espiritualidade trouxe o reconhecimento de que a espiritualidade é uma dimensão humana que se entrelaça com outras dimensões e que, negligenciar suas potencialidades pode ser fonte de adoecimento social, emocional e até físico.

E você? O quão aberto está para lidar com assuntos sobre espiritualidade com seu psicólogo, médico ou paciente?

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